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Propaganda gratuita, Globo?

6 \06\UTC setembro \06\UTC 2011

Primeiro o Fantástico anuncia um documentário como da BBC:

Aí você faz uma busca na internet e descobre que…

E pra você que gosta da informação exata, “9/11 – State Of Emergency” foi uma produção da Nutopia para o Channel 4. Aliás, eles tem um documentário novo sobre a morte do Bin Laden que estreou hoje nos EUA. Ano que vem aqui no Brasil talvez. Quem sabe sob o nome da BBC também.

A origem dos cenários virtuais: O Scene Sync

17 \17\UTC abril \17\UTC 2011

Antes das técnicas de tracking por computador permitindo a inserção de imagens reais dentro de cenários virtuais os efeitos especiais se realizavam apenas com câmeras, maquetes e chroma-key. Mas entre estas duas eras houve a invenção do Scene Sync, uma tecnologia que abriu caminho para a criação de todos os sistemas de cenários virtuais que conhecemos hoje.

Neste pequeno documentário veiculado como extra do DVD do episódio “Meglos” da série Doctor Who câmeras, diretores e técnicos mostram como esta solução engenhosa colaborou com a evolução dos efeitos especiais.

A primeira transmissão de TV ao vivo através do Atlântico

17 \17\UTC abril \17\UTC 2011

Trecho do excelente documentário “The Satellite Story” disponível no YouTube. (A imagem serve de link para o YouTube, já que a BBC Worldwide desativou a opção de incorporação dos vídeos)

Como citado no vídeo, uma música foi lançada em homenagem ao satélite Telstar. Levando o nome do mesmo, o grupo “The Tornados” alcançou o primeiro lugar das paradas de sucesso da época com ela. Ouça esta música na íntegra no player abaixo:


Uma câmera na mão e um microfone também

10 \10\UTC novembro \10\UTC 2010

Em idos 1999 enquanto nas grandes cidades se discutia como os bilhetes eletrônicos roubariam os empregos dos cobradores de ônibus as redações discutiam se os videorrepórteres roubariam os empregos dos cinegrafistas.

O caderno de TV do Estadão foi atrás para entender aquele fenômeno e falou com gente que até hoje se mantém na vanguarda das novas linguagens televisivas, como o Aldo Quiroga.

Um jeito diferente de ver e fazer uma comemoração

2 \02\UTC novembro \02\UTC 2010

Até hoje não presenciei melhor comemoração de aniversário de uma emissora como os 30 anos da TV Cultura de São Paulo completados em 1999. Até as comemorações dos 40 anos em 2009 deixaram muito a desejar comparado aquela programação especial que envolveu uma excelente seleção de reprises, programas especiais e identidade visual. Podemos ver bastante disso nesta chamada:

A vinheta de chamadas sugerem no seu visual a primeira idéia das comemorações: Uma janela para o passado, entrando no túnel do tempo da televisão. Elas também trazem o artifício muito interessante de citar também o dia da exibição, não somente o dia da semana.

A programação da TV Cultura foi reorganizada naquela época para permitir não apenas flashes de programas antigos mas sim reapresentações completas. Foi desta forma que tive o prazer de assistir episódios completos da versão preto-e-branco (até então a única) de Vila Sésamo no Brasil.

Para localizar os telespectadores toda exibição de programa de arquivo era iniciada por uma vinheta musical que é lembrada por muita gente até hoje:

Agora numa geração totalmente online a Cultura, não mais apenas TV, busca se tornar referência no desbravamento de novas mídias. Tem todas as chances para de fato ser, desde que lembre-se de olhar o seu rico passado.

Logo - 30 anos

Rolos e mais rolos de Ampex

3 \03\UTC setembro \03\UTC 2010

A criação do videotape em 1956 pela Ampex foi um divisor de águas na história da televisão, mudando procedimentos e abrindo possibilidades para novas criações. A tecnologia usada nos primeiros modelos pode estar mais que ultrapassada, mas os saudosistas não se esquecem da lida com grandes rolos de fitas e sempre tentam repassar para os mais jovens como eram nada práticos aqueles tempos e como a evolução da tecnologia tornou tudo mais fácil.

Para começar, veja como era uma “edição” de vídeo naquela época:

As fitas também eram usadas para a exibição de aberturas e vinhetas. Observe como isto era feito na abertura de um noticiário. O monitor no canto superior à direita é a saída do VT Ampex e o superior à esquerda é o resultado final que ia ao ar.

Hoje só restou mesmo as lembranças e um vasto acervo de programas de TV produzidos nos 25 anos que o formato reinou absoluto. Para quem quem quer conservar este material histórico, vão alguns lembretes de conservação e restauração:

A liberdade tem pedágio

11 \11\UTC julho \11\UTC 2010

A Lei Nº 9.849 foi a que criou em 26 de setembro de 1967 a Fundação Padre Ancheta. O primeiro artigo desta lei deixa claro:

A Fundação de que trata este artigo, com a denominação de Fundação “Padre Anchieta” – Centro Paulista de Rádio e TV – Educativa, terá autonomia administrativa e financeira e seu prazo de duração será indeterminado.

Do papel para a realidade, duas questões se diferenciam: A autonomia administrativa e a autonomia financeira. A primeira pode ser até fácil de realizar, mas a segunda é uma armadilha da qual nem as emissoras comerciais escapam e que sempre acaba interferindo na primeira.

É importante conhecer estas facetas para poder analisar e compreender dois casos que se relacionam e que chamaram a atenção da opinião pública esta semana: A suposta demissão de Heródoto Barbeiro do programa Roda Viva e a demissão de Gabriel Priolli da direção de jornalismo da TV Cultura[*], a emissora de TV da fundação.

No caso do Heródoto a falta de informações confiáveis sobre o fato acontecido fez com que muitos acreditassem retrospecto das relações incestuosas e danosas que a emissora já teve com o governo de São Paulo no passado recente. Fatos que não podem ser negados, mas que precisam ser esclarecidos em suas motivações: O verdadeiro patrão de um meio de comunicação em um sistema capitalista é e sempre será aquele que paga as sua contas, e com a TV Cultura não seria diferente.

Poucos nestas horas se lembram da crise financeira que a emissora atravessou em 2003. Eu acompanhei a olhos vistos e contrariados os intermináveis reprises de programas como as eternas “Ofertas de Verão” do Vitrine feitas puramente de matérias de arquivo. Para se salvar desta situação o funcionamento da Fundação se flexibilizou, trazendo a possibilidade maior participação de anunciantes e aumento de ganhos através do licenciamento de produtos pela Cultura Marcas, mas nada permitisse romper seu cordão umbilical financeiro com o governo estadual. Relacionamento este chegou em níveis críticos em 2008 com um acordo entre a emissora e o governo que acabou por firmar regras rígidas para os repasses. Apesar de garantir a subsistência da Fundação o acordo enforcava ainda a independência como organização, cerceando suas ações.

Com este cenário exposto me pergunto: Onde andavam as vozes que hoje criticam o intervencionismo político na Fundação quando a mesma esteve com a corda no pescoço? Faltou e ainda falta participação pública naquilo que é o mais fundamental para qualquer autonomia de um órgão: Verba.

Podemos pensar em modelos de financiamento direto como o da BBC, por meio de doações como a PBS americana ou simplemente uma união de entidades privadas dispostas a financiar este projeto, mas há de se fazer algo para fechar as contas ou as discussões nunca passarão de murmurações tendo como pano de fundo o cenário eleitoral.

Enquanto a Fundação Padre Ancheita não sair da casa dos pais nunca vai poder dar aquela festa na sala sem ter que dar satisfações à eles.

[*] Deixo registrado aqui uma incoerência entre as reportagens da Folha de São Paulo, já que no dia 2 de julho a mesma publicou que Gabriel seria coordenador de jornalismo e não diretor como foi publicado no dia 10.

CNT “repagina”seu logo

26 \26\UTC junho \26\UTC 2010

Bem, não exatamente um visual original…

Em breve trarei mais informações sobre este redesign. Aqui ou no Televisual.

UPDATE: Já tem post no Televisual e no Midia Clipping.

Curiosidade: Controle-mestre da BBC através dos tempos

26 \26\UTC junho \26\UTC 2010

Um post totalmente antes e depois: Observe como a tecnologia por trás da transmissão dos canais de TV evoluiu em 20 anos. No primeiro vídeo você vê um trecho do programa “One Day in the Life of Television” de 1989 mostrando como acontecia o encerramento diário da programação da BBC. No segundo vídeo você confere um trecho de Doctor Who Confidential que foi ao ar há algumas semanas atrás que mostrou os bastidores do trabalho de se transmitir um episódio da série.

Anúncios impressos – Rede Manchete em 1996

24 \24\UTC junho \24\UTC 2010

Reproduzo aqui algumas curiosidades encontradas numa edição da revista Manchete de 1996: Anúncios da programação televisiva da rede de Adolpho Bloch, com destaque para cobertura das olimpíadas daquele ano.

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