Archive for agosto, 2008

Band Esporte Clube

27 de agosto de 2008

Existe um programa muito bom que é muito pouco comentado por aí: Band Esporte Clube. Um deleite de informação no aporrinhado sábado à tarde da TV aberta.

Se você não aguenta o programa do Luciano Huck e quer informação, você encontra lá. Uma revista esportiva bem construída, bem variada. Descontando as caras e bocas e falta de expressão dos apresentadores e uma certa intimidade esquisita de fã do quadro Papo de Boleiro, o programa vale muito a pena.

Vai ao ar aos sábados às 13:30, por conta do horário eleitoral gratuito.

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Show-pórter

21 de agosto de 2008

Não vou citar o nome da pessoa, mas presenciei uma entrevista coletiva onde cada repórter tinha direito a uma pergunta apenas. Um repórter esportivo gastou extamente um minuto e meio só aproveitando o tempo para elogiar certa pessoa. A pergunta em si levou apenas 5 segundos.

Porque essa ânsia de ser pedante que contamina o jornalismo esportivo?

Empostam voz, usam e abusam dos clichês, fazem pose. Ás vezes falta aquele princípio básico do jornalismo que a notícia deve ser a estrela, não o repórter. Não digo que isso só aconteça na área esportiva, mas com certeza é onde isso fica mais evidente.

Seria muito bom se os craques do microfone fizessem seu show apenas na hora do banho, e não numa coletiva de imprensa lotada e com hora pra acabar.

Mãos na massa

21 de agosto de 2008

Hoje pela manhã, no CBN São Paulo que foi apresentado só para a internet, (já que a cadeia AM e FM estava na tranmissão da final do futebol feminino), Milton Jung comentou a mania dos políticos aparecerem na campanha da TV com a manga arregaçada, querendo passar o ar de que estão emprenhados e trabalhando. Curioso foi que ele traçou um paralelo também com os telejornais que fazem geralmente a mesma coisa: Apresentador sem terno, para tentar mostrar que estavam trabalhando árduamente pra fazer o jornal.

Que o trabalho é árduo, não resta dúvida. Mas precisa ter tanta pose assim?

Pra mim o jornalismo na TV é mais cheio de firulas do que qualquer outro modo de jornalismo. Tá na hora de mudar. O conceito de que gente bem arrumada é sinal de credibilidade não faz mais sentido há anos.

Vide os próprios políticos.